O Gerês

As origens das Termas do Gerês são longínquas. Sabe-se que os Romanos na sua ocupação da Península Ibérica, tinham uma grande via, que ligava Braga a Astorga, que atravessava a Serra do Gerês, a Geira, de que subsistem alguns troços naquela região, bem assinalados pelos marcos miliários, nomeadamente no próprio cruzeiro de S. João do Campo, na Volta do Côvo e no Bico da Geira, (na Mata da Albergaria) e na fronteira da Portela do Homem. Aliás, o interesse desta antiga via romana está bem traduzido na actual e justa pretensão de a transformar em Património da Humanidade.
Os Romanos sabiam da qualidade curativa das águas do Gerês. Águas quentes, indicadas principalmente para as doenças do foro hepático, poderão estar na origem do nome “Gerês”, já que o adjectivo latino jureus significa cálido, quente, água quente. Mas as termas, propriamente ditas, começaram a tomar forma graças a D. João V, que em 1735 ali mandou fazer poços para os banhos, capelas e outras construções. Assim tinha início uma longa caminhada de progresso nas Termas do Gerês, hoje bem conhecidas mesmo fora de portas.
O facto de estarem no coração da Serra do Gerês e do Parque Nacional, joga a seu favor. As belezas naturais são muitas desde o verde do maciço poente da Serra ao agreste mas belo aspecto do maciço nascente que confronta com Tourém e Pitões de Júnias. Os grandes picos do Pé de Cabril, das Borrageiras, e da Nevosa, junto às antigas Minas dos Carris, são pontos a explorar pelos montanhistas. As albufeiras das Barragens da Caniçada e de Vilarinho das Furnas (perto da qual existe um excelente Museu Etnográfico) são, além de facto enriquecedores de paisagem, cenários óptimos para a prática de desportos náuticos e para passeios turísticos.

Por tudo isto, o Gerês vale a pena!

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